Convidamos vocês a saborear apetitosas melodias temperadas com ingredientes imagéticos da forma que só os intercâmbios podem criar.

A partir da percepção de que música e imagem se misturam, e não se sabe ao certo, quando uma começa e a outra termina, o projeto é um convite a divagação, a uma experiência sonora e visual. Enxergamos algo diferente quando escutamos um som, e não vemos a mesma coisa quando enxergamos uma imagem. MEXIDO extrapola os registros fonográficos e a linguagem do videoclipe formando paisagens, planos, imagens, narrativas.

 

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Vamos exibir o filme pelas ruas da cidade e o primeiro local será a fachada do Teatro Espanca, no Centro de Belo Horizonte. A ação integra o projeto Arte no Centro 2016, de seu 4º edital de ocupação.

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Som e imagens em um cinema móvel pela cidade! Como o Dispositivo Móvel para Ações Compartilhadas do JA.CA, a Kombi, vamos exibir o projeto Mexido de forma espontânea, convidando quem estiver por perto para fazer parte.

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Mexido também será exibido em centros de arte da cidade, principalmente em regiões periféricas e lugares onde nunca estivemos. Será uma boa oportunidade para novos encontros através da música e da imagem.

Fiquem atentos, pois vamos fazer o convite no dia, horas antes da sessão, divulgando em nossas redes sociais.
E você, quer receber o filme para exibir onde quiser? Entra em contato com a gente no contato@constantina.art.br.

Construído a várias mãos, por pessoas que admiramos e que o abraçaram de corações abertos. Fizemos convites espontâneos para André Thitcho, Chris Scullion, Jovem Palerosi, Patrícia Rocha a.k.a. Mut, Maurício Takara e Tiago Macedo a.k.a. Tchilli Rodriguez comporem uma coletânea de novas “canções” sob o olhar, ou melhor, sob a escuta, dos nossos antigos “sonidos”.

Assim como a troca que tivemos com os artistas sonoros, nessa etapa, fizemos uma proposta a realizadores e realizadoras parceir@s para compor um "re-olhar" sobre as obras do álbum. Após alguns meses, recebemos de Lara Jacoski, Cassiana Maranha, Taciano Valério, Edu Felistoque, Viquitor Burgos, Jáder Barreto Lima e Rafaella Pereira de Lima e Dellani Lima filmes que nos fizeram celebrar a vida!

"Lamparina", remix de Chris Scullion
feito a partir das guitarras da faixa de mesmo nome, lançada no EP ¡Hola Amigos...! em 2008.


"Pequeno Monte Magico" é uma composição do mestre Jovem Palerosi,
feita à partir de vários recortes das músicas do álbum Pacifico, de 2012.


A surpreendente releitura de M. Takara para
"Ele Já Atravessou Todos os Oceanos do Mundo", faixa que encerra o álbum Constantina, de 2008.

Remix de Tchilli Rodriguez passeia pelos espaços e silêncios de "Pequenas Embarcações", do álbum Haveno de 2011.


Apenas uma célula sonora, uma trombeta, dessa faixa foi o que André Thitcho
achou suficiente para re-interpretar "Azul Marinho", também do álbum Haveno.


Patris Rocha, também conhecida como M-UT, imaginou rodas e catracas em contraponto em seu remix para
"Bicicletas em Nossa Senhora de Copacabana", presente no primeiro lançamento do Constantina, o EP ¡Hola Amigos...! de 2008.


Restou à homônima 'Mexido', faixa inédita feita a partir de retalhos variados, encerrar este
álbum com participação mais que especial destes belissimos vocais. Salve, Meninas de Sinhá!


Se os pequenos filmes deste disco, a princípio, são diferentes entre si – com linguagens, universos, texturas, vozes e mesmo assuntos tão variados – isso só mostra o quanto a música da Constantina é livre, composta com muitas margens de riscos, convidando imagens com sentidos e imaginações das mais diversificadas para acompanhá-la. Se fosse para usar uma explicação do mar, que é cara ao grupo, este disco-filme não seria um navio – que além do peso possui também um destino certo – e sim aquelas pequenas embarcações que navegam um pouco aleatoriamente, levadas mais pelo impulso do vento, rumo a direções desconhecidas, como parece ser a própria música que o grupo faz. Mas os filmes são muitas vezes também semelhantes, da mesma forma que um pássaro pode se parecer com uma embarcação – são quase sempre contemplativos, vagos, intensos, escorregadios, e é por isso que um filme termina e o outro começa quase sem que a passagem seja notada (não fosse o silêncio dos intervalos) nos levando a acreditar que só existe mesmo um grande e único mar.

Victor da Rosa é escritor

vive em Belo Horizonte

“Mexido” é um dos trabalhos mais ousados dos mineiros da Constantina. Por “ousadia” não entenda rupturas sonoras, mas método de trabalho: o disco de remixes virou um disco-filme que demorou dois anos pra chegar ao formato final, envolveu muita gente, principalmente na área visual, e fez com que a banda tivesse que lidar com mais gente do que o usual no processo de feitura de um disco.   Mas o resultado é empolgante, pra dizer o mínimo. Nesse dia 6 de junto de 2016, a banda finalmente soltou o trabalho final da obra, num vídeo-longa de quase quarenta e três minutos, com sete pequenos curtas-metragem, um pra cada remix envolvido.   Os trabalhos variam em qualidade e inventividade,
mas servem bem às canções mexidas.

Fernando Augusto Lopes

Floga-se

Mineiros de coração e morada, o colectivo Constantina ousou sonhar. Tão bem o fez e melhor o concretizou que, ontem, 6 de Junho do ano da graça de 2016 lançou Mexido, álbum audiovisual que contou com a colaboração de mais de uma mão cheia de artistas brasileiros da música e da imagem.

Fernando Gonçalves

Bodyspace

O ápice da imaginação é não ser, mas existir nessa impossibilidade. Ver uma música, ao invés de apenas ouvi-la, por exemplo. Sim, ver um som. Você não leu errado. Pense nisso e coloque para rodar “Mexido”, mega produção da banda mineira Constantina, com colaboração de dezenas de músicos e profissionais do audiovisual, e em algum momento de liberdade e calmaria instrumental as coisas vão começar a fazer mais sentido. Mesmo que o mundo não faça tanto.

Lucas Simões

O Tempo

Curiosamente, o disco como um todo nos força a fechar os olhos em diversos momentos, justamente por trazer sensações relaxantes a tona. Trazem por fim os eternos estímulos de Constantina. Logo, a obra consegue conversar sozinha e faz sentido sem seu acompanhamento audiovisual. Se "Mexido" pode ser um sinônimo para o seu formato colaborativo e remixado, não poderia se escolher outra palavra para definir um disco que mexe tanto com os sentimentos alheios.

Gabriel Rolim

Monkeybuzz

O Constantina nasceu em 2003 em um pequeno home studio no bairro Santo Antônio (Belo Horizonte). O rock instrumental é o ponto de partida, mas a banda sempre pensa em sobrepor instrumentos, criando texturas, em meio a melodias minimalistas, com o uso de guitarras e eletrônicos. Em seus discos é possível encontrar uma poesia sonora pitoresca.

constantina.art.br